20 setembro 2008

18 agosto 2008

Convite – Ciranda Nova

Esse é o convite que vai
O convite que vem
Nasceu o menino que trouxe a paz e o seu Reino aqui
A alegria de dentro sai
Faz à gente a vida entregar
Ta perto e o tempo é certo não fique prá trás
Não há nada ou ninguém que possa nos dar outra paz

Entre nessa roda!
Ciranda que renova!
Entre sem demora!
Entre enquanto se pode entrar!

Esse é o convite que vai
O convite que vem
Morreu o menino que trouxe a paz e o seu Reino aqui
Seu amor demonstrado a nós
Faz à gente a vida entregar
Ta perto e o tempo é certo não fique prá trás
Não há nada ou ninguém nessa terra que vale mais

Tem gente de toda cor
Tem vozes de todo tom
Que cantam do mesmo amor
Que dançam nessa ciranda viva

Entre nessa roda!
Ciranda que renova!
Entre sem demora!
Entre enquanto se pode entrar!

06 agosto 2008

Dia

Acordo.
A tarde não tarda,
O dia não finda,
A noite não passa,
Mas o tempo escorre por mim..

Como.
A fome não pára,
O sabor não aguça,
A saliva não deixa,
Mas o alimento fortalece meus membros..

Canto.
A ansiedade não aquieta,
O medo não morre,
A tristeza não esmorece,
Mas a paz enche-me de satisfação..

Penso.
A verdade não cala..
A verdade não cala.
Aleluia! A verdade não cala!
Vence o restante do dia.

Um silêncio me fez refém

O medo afetou meu paladar

Chorei sabor cinza

Esperei uma musica pra cantar

Ainda é cedo dentro mim

A aurora seguiu seu curso ilesa

O céu acima de tudo

Eu não possuo tamanha beleza

Mas tenho a fé por escudo

22 julho 2008

tons de verde

Uma das coisas que gosto muito de fazer é parar e observar os tons de verde. É a minha cor predileta. Verde - a cor da esperança. Essa foto foi tirada em Muriaé-MG.

10 julho 2008

inútil.

Eu sou uma inútil.
Instável na minha preguiça;
Tenho destreza invejável para produção de idéias toscas;
Tenho certeza recomendável da minha auto-reprovação;
Onde me encontro tão destemida de assumir a idiotice?
Por que não refugio no egocentrismo e na mentira?
Pra que manifestar a insatisfação das minhas façanhas tolas?
Somos todos igualmente retratos de gerações passadas.
Réplicas incapazes de criar coisas novas e belas.
O belo já existe, o sublime já se fez.
Não passo de uma inútil continuação do século anterior.
A tentativa de criar é frustrada;
A vontade de romper é vã;
O anseio de tornar-me outra é tolo.
Prossigo inútil.
Prosseguirei até quando os dias para mim houver.
Inútil para mim, para ti e para todos os demais.
Pra que escrever tal conclusão vazia e desprezível?
Escrevo porque me resta a expressão, igualmente inútil,
Mas que alivia o grito interno.

16 junho 2008