27 junho 2011

Dois


Ela tem um sorriso tão doce aiai
Ela vende é biscoitos na feira aiai
Ela tem uma saia amarela do jeito dela
Lá vem ela sem se desculpar, sem se desculpar

Ele espera na outra esquina aia1
Ele espera até o fim do dia aiai
Ele pensa na tarde tão bela e no jeito dela
Lá vem ela sem se preocupar sem se preocupar

E a hora do encontro se dá
Com carinho e troca de olhares
Ele sabe 
Ela sabe
Que tem, ali tem...

Ela canta uma música doce aiai
Ele ouve e lava as louça’ aiai
Ela passa o café na panela do jeito dela
Lá vai ela sem se desculpar, sem se desculpar

Ele arruma as flores na mesa aiai
Ela faz o mexido do dia aiai
Ele deixa um bilhete pra ela na mesma janela
Lá vai ela sem se explicar, sem se explicar

E a vida a dois a rolar
Com gostinho de simplicidade
Ele sabe 
Ela sabe
Que tem, ali tem...

E os dois deitam juntos na cama aiai
E o lençol tem bordados azuis aiai
Ele fala bondades pra ela, tem som de canela
lá vai ela no sono pegar, no sono pegar

E o sonho que a noite trará
Caberá sua felicidade
Ele sabe 
Ela sabe
Que tem, ali tem...

06 maio 2011

Acorda Zé

Acorda pra trabalhar José
Levanta pra começar José
Mãos de enxada calejadas, mais um dia raiou, o galo cantou
Levanta pra fazer o café

Se meche com preguiça o Zé
Se esconde debaixo do cobertor
A hora é certa, o dia 'en' vem, abra as janelas pro sol entrar
Levanta vai buscar o pão

Em casa somos nós Maria, Pedro Rita e Zé
Na hora de levantar o Zé tenta complicar
O coro se une pra dar o pé

09 fevereiro 2011

Tudo bem agora

Está tudo bem agora, posso ver
Meu cachecol de lã, verde cor da relva
Me aquece, nessa tarde sem sol

Está tudo claro agora, posso ver
Meu chá de hortelã, apanhado pela aurora
Me aquece nessa tarde sem sol

Você quis saber, mas não pode se atrasar
Você percorreu minha história e nada mais
Eu sento aqui, nessa tarde, e leio o meu jornal
Só porque eu sou assim

22 dezembro 2010

Menino da pipa amarela


Ô Menino vem cá
Menino da pipa amarela o céu, vasto céu, é o seu mar

O pouco que tem reparte comigo
Da repartição tudo pode virar
O prato mexido, farofa, feijão
Idéias à mesa amizade à mão
                Café passado no passar dos dias
                Da minha varanda eu reparto o quintal
                Da minha vontade... Tudo o mais!

O vento é chão pra sonhos se ter
Seu pé tem raiz nessa terra seu lar
O muito que sonhas divide comigo
Um caminho trilhado sem solidão
                De suas histórias eu bem que conheço
                Sua pipa amarela ó Minas Gerais
                É vôo de muitos Brasil... Em um só lugar

Ó Minas Gerais
Ô Menino vem cá
Ó Minas Gerais
Ô Menino vem cá
Quem te conhece não esquece jamais
Menino da pipa amarela o céu, vasto céu, é o seu mar

24 novembro 2010

meu caminhar

Lucas Rolim, Liz Valente, Pedro Paulo Valente


Essa canção é uma parceria minha e do Lucas.. com a paciencia do Pedro que ouviu todo o processo de criação.


A noite cai sobre mim
E eu não me vejo, não me vejo

Passos largos me conduzem por aí
É uma avenida qualquer de belo país
A vagar estou,
Devagar eu sou
Não pressa de chegar
Veja lá o sol se pôs
Luzes tomam seu lugar
A jornada e meu alento em caminhar

A noite cai sobre mim
E eu não me vejo, não me vejo

A calçada me carrega por aí
Conto ruas, esquinas
De um novo porvir
Sem pesares vou
Meus olhares dou
Não tenho medo de encontrar
Veja lá o amor nascer
Encontrou o meu lugar
O horizonte tem seu jeito de chegar

A noite cai sobre mim
E eu não me vejo, não me vejo

Passos largos, firmes, trôpegos
Passos fortes, feios, roucos
Passos a mais
Passos em paz
Eu vou

18 novembro 2010

s'imbora pra lá


Vamos’embora pra lá, pra lá, pra lá,
Deixa esse queijo de lado morena, e entra na carroça
Essa cidade só chove, só chove, só chove,
Deixa esse barro de lado morena, e entra na carroça
A paisagem é morro, só morro, só morro
Deixa o barraco de lado morena, e entra na carroça

Essa cidade é a minha casa
Esse barraco é o meu lar
Minha terra é preto, café
E meu sol amarelo canarim

O meu céu é azul que dá dó
O mingau que eu como é fubá
Levo no peito o caminho de volta
Me dê sua mão pra eu subir na carroça

08 novembro 2010

carta perdida


Sem querer amigo lembrei-me de você
Imaginei você sorrindo, estava bem
No seu rosto batia um raio de sol

Sem querer amigo chorei de saudade
Por saber que mais um ano passou
E sua juventude ficou na calçada

De bicicleta meus sentimentos voltaram naquele hospital
No dia em que você falou que eu te fazia bem
Imaginei seu alivio quando você se foi
Mas hoje queria ir a seu encontro
Contar tudo o que aconteceu comigo
Tanta coisa que mudou, você tinha de ver..