11 outubro 2006
05 outubro 2006
eu sou egoista
é assim:só eu e meus pensamentos
minha mente
minhas idéias
meus questionamentos
minhas interpretações
eu
então percebo na amplitude dos vocábulos discretos
um apego ao íntimo e inibido
o tempo se desmanchando em preguiças e frustrações
em diálogos comigo mesma
nas leituras que afirmam a Sua presença constante
na ingenuidade dos pensamentos secretos
um aspecto leal
e proibido
quanto mais te vejo, mais me vejo
se te visse mais certamente eu seria menor
ensina-me a morrer
debruçar sob tuas verdades e morrer para mim mesma
quero trazer no meu corpo as marcas da presença maravilhosa de Jesus
que o meu “eu” seja degolado pelo Teu Espírito
que este seja em mim evidente
03 agosto 2006
as minhas mãos
cortes e pequenas e cicatrizesteve uma vez que quase perdi a minha unha
minhas mãos não estão cansadas ainda
agenda, lembretes, anéis e cutícula
meus dedos sobre o teclado
minhas mãos não estão manchadas
expresso, espanto, canto e manifesto
minhas mãos me são úteis
sinalizam quando necessário
sujas, estranhas e desproporcionais
pintinhas, calos, ligadas ao meu pulso
minhas mãos pulsam
as vezes me explicam
melhores do que minhas palavras
29 julho 2006
24 julho 2006
achei este poema sentado nos meus papeis
algumas perguntas nebuladas pela proximidadeoutras afirmativas cortantes,
marcantes,
infiltrantes.
menos segurança por falta de assiduidade
menores medos formam montantes
algumas idéias abafadas pela pressa
aprofundamento dos excessos
menos, menorias, por favor, menores!
outras reações pacientes,
conscientes,
provenientes.
estamos todos um pouco perdidos
porque as coisas se complicaram tanto
as correções se retrairam em pranto
meditamos sós no meio dos grupos
maiores medos endurecem o tato
ora ouvir,
ora chorar.
algumas falas fogindo da comodidade
outras dúvidas entram em cena
menos vezes é assim,
menores sãos os dias,
realmente
vazios.








