sob olhar ofuscado por lágrimasestão as mãos que pressionam o rosto
o tempo é concedido em proporções lentas
ela chora
sob nuvens de lascas memoriais
estão pernas cruzadas que sustentam sua individualidade
uma menina na grama e um caderno vazio
ombros baixos
com suas palavras
queria alcançar o tato e o paladar
pois o que sente tem textura e sabor
ela apenas chora
então, o sono contrai o corpo
mas não sacia o cansaço
o que te fere menina calada?
volte a ouvir o som das cores!