17 março 2008

Apesar de mim

Muito do que eu esqueço
Não quero esquecer
Muito do que eu sinto
Não quero sentir
Muito do que falo
Não quero falar
Muito do que sou
Não quero mais ser.

Mesmo que eu queira

Não quero querer

Ainda que chore

Não quero chorar

Embora eu veja

Não quero me ver
Sendo assim,

Não quero mais ser.


Mas acontece que eu sou.

Sinto que sei que sou.

Sei que sinto que sou.

Sonho que não serei.

Apesar de mim agora.


3 comentários:

Lissânder disse...

Companheira,
Obrigado pelo comentário em meu blog. Só agora pude responder.
Li seus poemas e vi sua arte no seu blog. Está tudo muito bonito e sincero.
Deus seja contigo.

Ivny disse...

humm...
achei.muito.bom
e.muito.próximo...
Um.abraço!

Ricardo Wesley M. Borges disse...

Lindo blog, lindos poemas, prazer para os olhos e coração.
Abraço e paz,
Ricardo