01 novembro 2005

frustração de não conseguir expressar a minha frustração


sentir uma agonia que não passa
meu pensamento ao passo da repetição
a frustração tem um sabor amargo

condena-me da própria frustração

os olhares em ritmo de folia
parecem saber da minha interna condenação
não quero mais lembrar dos meus encargos
tampouco provar a auto repugnação

rude melancolia
me frusto por não conseguir vencer teu sentimento proposto
teus lembretes intrometidos
das minhas incompetências expostas
entrepostas
bem sei que és rasa
és dura e desnecessária
bem sei que és vã
és fria e me invades sem permissão

2 comentários:

Anônimo disse...

profundo...

Anônimo disse...

Perdi-me completamente... gostei da agonia na folia, do conhecimento na multidão, da introspecção na rotina, do proposto que inquieta e sai de sua inércia, movimenta, circula, ativa ... enlouquece, mas ao mesmo tempo aquece, porém, no fim, infelizmente, sempre dissolui... todo mundo puxa o nosso saco e nos chama de herói, ainda que tenhamos sido uns babacas. Porém o ego se contenta, e a reflexão se perda. Miserável homem!