18 janeiro 2006

prefiro muitas coisas que não consigo praticar

prefiro os calados aos mentirosos
prefiro os que transpiram sentimentos nus aos insensíveis
prefiro a frieza à falsa compaixão
e a dureza à auto piedade
prefiro os culpados aos auto suficientes
prefiro os cansados aos covardes
prefiro os medrosos aos metidos
e os feios aos vaidosos
prefiro os machucados aos endurecidos
prefiro os que choram à mim mesma
porque sinto que as coisas que eu falo não fazem muita diferença
mas as minhas roupas chamam atenção
e chamar atenção é mais importante hoje em dia
nessa era de todas as eras
eu ainda prefiro os humildes
os sujos
os esquecidos
à minha extravagância
porque hoje escrevo das minhas entranhas
fugindo dos meus próprios padrões
sem medo da rejeição
com todo medo da culpa

4 comentários:

lelê disse...

Gostei da sua sinceridade e da coragem de se abrir assim na internet.

ingrid disse...

Não havia lido este poema ainda e acho que foi melhor ter lido agora, consigo ter uma visão melhor sobre tudo isso, alias, parece que vc escreveu depois da nossa conversa, muitas destas palavras fizeram parte do nosso vocabulário naquela madrugada. Que o Senhor continue te abençoando, beijos.

Taty disse...

(...)

WOW

rapha's disse...

sinceridade, oque o mundo precisa. Sinceridade com Deus e um para com o outro. :)